* Continuação do “Feitiço de Zurli”
... A fada Anastácia poderia viver enfeitiçada para sempre se não fosse um príncipe muito corajoso para tirá-la desse efeito desencantado. Imagina uma fada desencantada? A culpa era de alguns sapos que ela encontrou no meio do caminho, com a promessa de virarem príncipes. Mas o verdadeiro estava ali, com o coração nobre de alteza e atitudes dignas de nobreza.
A fada e o príncipe passaram bons momentos juntos, e a fada aprendeu grandes lições ao lado dele; reaprendeu a confiar nas pessoas e descobriu que ela poderia ser o que quisesse, de fada a sereia.
Descobriu que ela também podia se enganar, mesmo negando, que ela podia errar e tinha o direito de não ter certeza. Até os príncipes erram, a diferença entre príncipes e sapos é a intenção cheia de dignidade.
Mas a fada também descobriu que ela não tinha o direito de quebrar o coração de um príncipe, isso era muito injusto! Por isso, ela decidiu bater asas para longe dele. Não porque eles eram de reinos diferentes, já que o príncipe morava no reino pequeno e pacato do Cosmos (rs) mas porque ele não era o ladrão de alma da fada.
Só existe um ser perfeito que possui o encanto do amor, Deus. Ele criou homem e mulher com metades da mesma alma, alguns chamam de “alma gêmea” eu prefiro chamar de plano divino. Quando seu ladrão de alma chega, ele a rouba a fim de tornar as duas em uma só.
Ah! O príncipe roubou muitas coisas, sorriso, carinho e muita admiração, mas a alma não era dele.
A fada ficou muito triste, porque ela teve que partir mesmo querendo ficar, se ela soubesse como, enfeitiçava o príncipe com gargalhadas eternas só para nunca vê-lo triste. Talvez o príncipe fosse mais do que os olhos dela podiam enxergar, na verdade ela viu muita coisa, viu um príncipe que as vezes parecia uma criança e as vezes parecia um homem, mas sempre carregava sinceridade no olhar, mas talvez não coubesse a seus olhos enxergar sua alma.
A fada espera que um dia ele entenda, ela nunca quis fazer nenhum mal a ele. Enquanto isso, toda noite a fada conversa com Deus e pede: “Por favor, faça o príncipe feliz, ele merece”, aliás, como diria o príncipe: “Nós merecemos!”



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